Me beija?

VÁRIOS AMOR!
 



O sol brilha

Mas o vento sopra, assovia sem dó

Arrepia a pele

Ergue a poeira que me cega os olhos

Os cabelos se embaraçam junto com os pensamentos

Ah vento obrigada por me sacudir!

é preciso coragem para admitir

E sigo acreditando

Somente acredito.

Porque nem só de cinza se faz meu céu!


Bálsamos e venenos

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Chá quente

Fumaça embaça os óculos

o livro na cabeceira

Apenas uma mente tentando ocupar-se.

Mas o gosto áspero das palavras que engulo me dispersa.

O estômago dói porque o bolo de desgosto quase mortal 

Não se desfaz com suco gástrico

Creio que sofro de alguma síndrome, cujo bálsamo de cura seja de cunho

desconhecido.

Tomo chá e acendo meu cigarro, em tempo de venenos vorazes 

A nicotina torna-se cura.

E o analgésico torna-se veneno.

E o veneno apenas divertimento.


Aprender

Cissa havia passado por grandes transformações.
Passou por um longo período de reclusão.
Deu chance à quem não devia, ajudou quem não precisava, ouvi quem sabedoria não tinha.
Mas aprendeu, continua aprendendo com erros.
Aprendeu que não há fórmula para nada.
Que há sim, uma eterna boa vontade que deve partir unicamente de nós.
Jamais de terceiros.
O que hoje é certo amanhã torna-se duvidoso.
Eterno mesmo só nossas lembranças!
E salvo alguns sentimentos e pessoas que perduram.
Cissa segue ne busca de seu ponto de equílibrio, seu centro.
Uma busca demorada, mas com um caminho nem sempre bonito.
Afinal o céu nem sempre fica ensolarado e aprende que os tons de cinzas se fazem necessário.
O eterno aprendizado onde tem o certo, o errado e todo resto.
A moça de cabelos ruivos busca à si própria.

 


Até breve

Dois tesouros!

Anestesiada, essa é a palavra para definir o sentimento de se perder alguém que se ama muito. Uma dor sem explicação que nos bate tão forte que somos incapazes de assimilar a verdade.

Hoje ao abrir uma pequena caixa de fotos pensei que eu não dei adeus À uma simples vó, eu dei adeus a pessoa que me cuidou a vida inteira. Me dói a idéia de perder a minha amiga de uma vida, quando saí do sepultamento, deixei um pedaço meu que lateja sem piedade. Minha parceira, amiga, mãe-Vó (expressão criada por mim na tentativa de definir o que representava se sempre representará pra mim).
ô meu Deus que tortura responder que sim eu estou bem a cada um que conversamos. Não, não estou, dói, o peito aperta, o nó na garganta não passa e o choro sai de mansinho no cair da madrugada. Mas seguimos nos enganando que nada dói!

ô minha vó querida, como me dói.

Mas não é adeus, é um “até breve”.


Ordem natural



Céu
Sol
Pássaros
Flores
Grama
Terra
Raiz
Sem raiz ninguém chega ao céu!



É preciso deixar partir
Se desprender
Deixar a represa seguir seu fluxo
Parar de se debater
Respirar fundo
Sentir o ar entrar nos pulmões
Recuperar o fôlego
E seguir a correnteza 
Sem negações
Aceitar sim
Desistir?
Só do que não vale a pena.
E arduamente seguimos tendo fé.
Fé no arco íris que desponta após a tempestade.


Dor



A tragédia de SM nos choca, nos fere alma.

Quem, é pai ou mãe sabe do que estou falando.

Uma dor que assola, tira o chão e sanidade.

Tira as palavras, porque há somente dor e desolação.

Um silêncio estarrecedor.

Não haverão mais adolescentes em casa, quartos vazios.

Vidas com ponto final forçado.

Uma mãe sem filho, não há tragédia maior.

Um sentimento de impotência, de fraqueza, de fragilidade.

Vontade de amparar cada pai e mãe e dizer que vai passar.

Mas não passa, não há palavra no mundo que preencha a dor.

Hoje em 231 lares a volta para casa será dolorida.

Infelizmente.


um bocado de ideias

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Em muitos momentos você quer fazer dar certo

Quer remar com alguém

Ter dias que valham a pena

Mas a dita coragem cadê?

Meu Deus vivemos em tempos de medo

De relações instantâneas.

Obrigada, mas eu não curto relação polaroid

que dura 30 segundos.

Se não for pra segurar forte a minha mão

E tirar meus pés do chão nem tenta chegar perto do meu mundo.

Eu sou muito mais que seus olhos pode ver.

Sou densa e profunda.

Não se arrisque se não sabe nadar.


Amor sem filtro solar


Para mim, o amor é mais ou menos como o sol. Nasce de manhã cedinho, entra pelas frestinhas da janela iluminando o quarto e o coração, deixa a vida e os dias mais bonitos. Aquece as tardes e o peito. O amor nos livra do escuro, melhora o humor e faz a gente lançar olhares abobalhados para o horizonte e para o céu. Faz a gente se despir e seca as roupas no varal. Se engana quem pensa que ele é constante. O amor às vezes queima e muda de cor. Ele pode até enfraquecer em alguns momentos do dia, mas normalmente ele é forte. O amor está sempre se pondo. Mas, sabe, eu boto fé nisso: o amor de verdade é igualzinho ao sol. Ele sempre renasce, mesmo que alguns dias tenham nuvens ou chuva forte. E brilha até o infinito.